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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Miséria Humana



























Vou ser critico o quanto baste:
Partilho esta foto, porque ela faz parte de algumas que circulam na Internet. Não é montagem fotográfica para produzir uma intenção. Ela é apenas um testemunho de civilização em que vivemos. Em plena era do conhecimento, deveríamos mostrar mais capacidade de raciocínio. Mas não, continuamos os mesmos aporcalhados da Idade Média, até aos confins da civilização onde os hábitos de higiene estavam nos primórdios. Somos aqueles que criticamos, como muito bem diz Mike Fernandes, os desfiles académicos em que os estudantes deixam latas de cerveja espalhados no chão e que são criticados pelas mesmas pessoas que depois vão ao Santuário de Fátima e afins fazer exactamente o mesmo. A diferença é que os estudantes deixam temporariamente numa rua, os peregrinos deixam o lixo num local sagrado. Diz Rui Duarte, que este procedimento pode ser designado: O PRÉMIO PARA O MAIS PORCO VAI PARA: OS FIÉIS DE FÁTIMA...
Ainda citando as palavras do Rui: Isto não deixa de ser irónico... o subproduto de um ato religioso demonstra bem o produto final das religiões em geral... por isso há muito decidi: nem ovelha nem pastor... sou mais eu... livre...!!!. 
São procedimentos destes que levam à debanda geral de uns, para depois se enfiarem em outras organizações de semelhantes desígnios. 
De qualquer forma nem todos os estudantes deitam latas de cerveja no chão, nem todos os peregrinos que foram a Fátima, deixaram lixo no chão. São meia dúzia de ovelhas ranhosas que colocam em causa todos os outros. 
Não é aceitável que se deite latas de cerveja no chão, nem é aceitável que se deixe lixo abandonado em lugar sagrado. Não é aceitável que SE DEIXE LIXO EM LADO NENHUM. Nem são aceitáveis os argumentos possíveis para justificar o injustificável. 
Somos "porcos" por natureza, não temos respeito pelo ambiente e ainda arranjamos uns escravos camarários que fazem aquilo que os outros não querem, que ganham uma miséria de ordenado para nos recolher a merda que deixamos no território dos outros, às vezes à porta da nossa casa...

João Eduardo


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