infinito

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Citações



Leve na sua memória para o resto de sua vida, as coisas boas que surgiram no meio das dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade em vencer as provas e lhe darão confiança na presença divina, que nos auxilia em qualquer situação, em qualquer tempo, diante de qualquer obstáculo.

** Chico Xavier **

Primal Matter


A arte é inesgotável. Para mim é de cortar a respiração e o imenso respeito que se deve ter por este trabalho monumental dos sentidos...

terça-feira, 13 de junho de 2017

Santo António



Ao santo casamenteiro
Uma Graça vou pedir
Que me arranje parceiro
Pois na marcha quero ir

Desfilar com o meu bem
Era tudo o que queria
Com Santo António também
Na Marcha da Mouraria

Bairro Alto é fadista
É a Estrela de Lisboa
Castelo tem Boavista
Que s’ estende à Madragoa

Alfama vai encantar
A todos com seu pregão
Mas Alcântara tem lugar
Cativo em meu coração



Santo António


A fé se compara ao peixe. Assim como o peixe é batido pelas frequentes ondas do mar, sem que morra com isso, também a fé não se quebra com as adversidades.

 Santo António

domingo, 11 de junho de 2017

Manchester by the Sea



O filme Manchester by the sea, é surpreendente. É preciso um conjunto de circunstâncias para ver este filme, é inevitável que a emoção não se apodere de todos os sentidos. Não é possível ficar insensível a uma história comovente, demasiado comovente, sobretudo quando as lagrimas começam a povoar o nosso olhar. A história contada neste filme encharca todos os sentimentos, devassa a nossa resistência, penetra-nos na alma, incomoda tudo aquilo que pensamos da vida que fomos aprendemos ao longo dos tempos. Esta história pode-se passar em qualquer parte do mundo, porque ela está sujeita apenas às circunstâncias de ser-se  e de estar-se perante um dilema da vida transversal a todos os humanos: a morte. Lee Chandler é encarregado de limpeza na sua cidade e é confrontado com a morte do irmão, provocado por um ataque cardíaco. Cabe-lhe a dura tarefa de cuidar de um sobrinho, Lucas Hedges em plena adolescência, com uma mãe alcoólica ausente em parte incerta para a família, mas que tem correspondência, ainda que esporádica com o filho.  Lee Chandler, por via do falecimento do irmão vai ficar a tomar conta do sobrinho até este fazer 21 anos, e para isso muda-se  para Manchester-by-the-Sea, a pequena cidade do Massachusetts que dá nome ao filme. Para além das personagens que citei atrás, temos ainda Casey Affleck (irmão de Ben), Michelle Williams, Kyle Chandler, Gretchen Mol. Escrito e realizado por Kenneth Lonergan. O desempenho de Lee Chandler, encarna na sua plenitude a personagem em que é preciso digerir a fatalidade da vida, ir buscar a capacidade anímica para entrar nos jogos de sedução psíquica que o sobrinho lhe vai impondo no percurso do dia-a-dia. A tristeza é ponto assente, habita os constantes silêncios e as parcas palavras que as diversas personagens vão desempenhado. Esses silêncios quase que premeditados são o resultado da revolta que a vida vai oferecendo, onde a dificuldade é rei numa excelente combinação de cenários e banda sonora que compõe este filme. Filme longo, faz-nos saltar em pequenos movimentos no sofá, com a necessidade constante de respirar enquanto continuamos colados ao ecrã.
   



...guerras muito difíceis...

















A conhecida actriz Rita Pereira é capa da revista Cristina do mês de Junho. É mais uma capa atraente, como a Cristina nos habituou todos os meses desde o seu número 1. E já vai no terceiro ano de publicação. Já o disse noutra ocasião, que a revista Cristina pauta-se por um conteúdo de grande qualidade. No entanto nesta nova temporada tem-se revelado um pouco aquém do que foi em edições anteriores. Vamos ao que me trouxe hoje a escrever umas linhas soltas sobre a entrevista à Rita Pereira. Na verdade não é nenhuma entrevista, é a transcrição de uma conversa de circunstância entre duas figuras públicas. Do que revelam, nada de importante, demasiado óbvio, conhecido e divulgado pelas revistas especialistas na matéria em vasculhar a vida das figuras publicas. O que mais me surpreendeu, e eu na minha ingenuidade filosófica ainda devo ser muito inocente, eis que na página 69 (sim, sessenta e nove) a Rita Pereira aparece com uma cigarrilha numa das mãos. Nada demais, dirão alguns. Para mim, para além de grave é ridículo. Rita Pereira, aliás tem-nos habituado a algumas polémicas nem sempre consensuais. Quando se é figura pública com certeza que a vida delas terá que ser mais comedida e não dar hipóteses a influências descabidas de falsas interpretações. Numa altura que se gasta rios de dinheiro em campanhas publicitárias de saúde para os malefícios do tabaco, numa altura que todos sabemos (ou deveríamos saber) quanto se gasta por ano milhares de euros em tratamentos provocados pelo consumo do tabaco, Rita Pereira ignora esse facto e aí está-se a “lixar” para que os outros pensam dela, sobretudo com os milhares de seguidores, naturalmente de gente com alguma juventude intelectual, que vê neste gesto um símbolo de poder. Todos eles, os seguidores vêem este gesto aliado a um corpo bonito, cuidado, como o conteúdo da conversa até revela. Parece inacreditável que a direcção da Revista Cristina tenha deixado passar esta foto, que é um mau e péssimo exemplo para a nossa juventude e população em geral. É claro que não devem saber que que as folhas do tabaco contém mais de 4500 complexos químicos, alguns dos quais se transformam em outras combinações de toxicidade variável. Dos vários complexos são compostos por arsénio, amónio, sulfito de hidrogénio e cianeto hidrogenado, monóxido de carbono idêntico ao que sai do escape de gases dos automóveis, só para falar em alguns dos componentes químicos. Também não devem saber, que fumar provoca diversas doenças tais como tosse, rouquidão, bronquite, traqueíte, enfisema, tuberculose, cancro de boca, de laringe, dos pulmões, do pâncreas, da bexiga, do esófago, estômago e rins. Para além destes através do sistema circulatório provoca ainda a arteriosclorose, varizes, flebites, isquénia, doenças coronárias e cardiovasculares, entre outras. Para além de tudo isto, prejudicam sobretudo aqueles que tentam levar uma vida saudável e tem que apanhar com o fumo desta gente que só pensa no seu umbigo. Se querem saber mais é só ir ao Google, porque é o que não falta é informação sobre a matéria em apreço. Nem sequer podem afirmar que desconhecem o assunto. 
Por estas e todas as razões do mundo esta foto é sem dúvida um incentivo directo ou indirecto ao consumo de forma gratuita. Existem guerras muito difíceis de combater sobretudo as que tem origem na mentalidade. E por aqui me fico.

 Texto de JE, Caldas da Rainha, Portugal, em 2017-06-11 

O Livro Espírita



Cada livro edificante é porta libertadora. O Livro espírita, entretanto, emancipa a alma no fundamento da vida.

O Livro científico livra da incultura; o livro espírita livra da crueldade, para que os louros intelectuais não se desregrem na delinquência.

O Livro filosófico livra do preconceito; o livro espírita livra da divagação delirante, a fim de que a elucidação não se converta em palavras inúteis.

O Livro piedoso livra do desespero; o livro espírita livra da superstição, para que a fé não se abastarde em fanatismo.

O Livro jurídico livra da injustiça; o livro espírita livra da parcialidade, a fim de que o Direito não se faça instrumento de opressão.

O Livro técnico livra da insipiência; o livro espírita livra da vaidade, para que a especialização não seja manejada em prejuízo dos outros.

O Livro de agricultura livra do primitivismo; o livro espírita livra da ambição desvairada, a fim de que o trabalho da gleba não se envileça.

O Livro de regras sociais livra da rudeza de trato, o livro espírita livra da irresponsabilidade que, muitas vezes, transfigura o lar em atormentado reduto de sofrimento.

O Livro de consolo livra da aflição; o livro espírita livra do êxtase inerte, para que o reconforto não se acomode em preguiça.

O Livro de informações livra do atraso; o livro espírita livra do tempo perdido, a fim de que a hora vazia não nos arraste à queda em dúvidas escabrosas.

Amparemos o livro respeitável, que é luz de hoje, no entanto, auxiliemos e divulguemos, quanto nos seja possível, o livro espírita, que é luz de hoje, amanhã e sempre.

O livro nobre livra da ignorância, mas o livro espírita livra da ignorância e livra do mal.

Página recebida pelo médium Francisco Candido Xavier,  em reunião pública da comunhão Espírita Cristã, na noite de 25-02-1963, em Uberaba- MG.

Espírito Emmanuel

A Física do Futuro






















Não desgostei da leitura deste livro, mas pareceu-me muito fantasioso e com visões demasiado materialistas para campos da ciência ainda pouco explorados e que terão no futuro um papel muito importante no funcionamento da sociedade, como por exemplo o vasto domínio da espiritualidade, entre elas a encarnação. Alguns dos capítulos, sobretudo o último era desnecessário e até é demasiado obliquo para ser levado a sério. No passado já vimos cenários mais bem imaginados. Ainda assim uma leitura válida para ler à beira mar durante as férias, apesar das suas 167 páginas.

Sinopse:
Como a ciência moldará o mundo nos próximos cem anos, um livro de de Michio Kaku.
Em A Física do Futuro, Michio Kaku apresenta-nos uma esmagadora, apaixonante e provocadora visão do século que aí vem, com base nas entrevistas feitas a mais de trezentos cientistas que, neste momento, já estão a inventar o futuro nos seus laboratórios.
O resultado é uma descrição plena de rigor científico sobre os desenvolvimentos que poderemos esperar na medicina, na informática, na inteligência artificial, na nanotecnologia, na produção de energia, etc.
Em 2100, possivelmente, controlaremos os computadores com pequenos sensores no nosso cérebro e, como os mágicos, deslocaremos os objectos à nossa volta com o poder da mente. As nossas casas inundadas de inteligência artificial e as nossas lentes de contacto com Internet permitir-nos-ão aceder a toda a informação que queiramos, à escala mundial, e ficar na presença de quem desejarmos num piscar de olhos.
Os automóveis conduzir-se-ão sozinhos, com GPS, deslocando-se em almofadas de ar, sobre campos magnéticos. Através da medicina molecular os cientistas poderão criar qualquer órgão do corpo humano e curar doenças genéticas. Milhões de pequenos sensores de ADN, e nanopartículas, patrulharão as nossas células sanguíneas procurando detectar os primeiros sinais de doença, e os avanços genéticos permitir-nos-ão abrandar ou mesmo reverter o processo de envelhecimento.
A esperança média de vida alargar-se-á espantosamente. Naves espaciais usarão a propulsão a laser, e talvez seja até possível apanhar o elevador espacial, carregar no botão «para cima» e fazer uma visita ao espaço, depois de, em minutos, percorrer milhares de quilómetros. Porém, estas espantosas revelações são apenas a ponta do iceberg.
Fonte: WOOK

terça-feira, 6 de junho de 2017

Salinas Naturais de Rio Maior



























A volta foi pela Salinas Naturais de Rio Maior. Não me canso de visitar este local pela sua excepcional beleza. Conhecidas como Salinas da Fonte da Bica, localizam-se no sopé da Serra dos Candeeiros, a três quilómetros de Rio Maior (Portugal). As salinas são constituídos por compartimentos, designados de talhos, que são feitos de cimento ou de pedra, de tamanho variado e pouco fundos, para onde, por regueiras, é conduzida a água salgada que se tira de uma nascente situada num poço.

Antigamente a água era elevada à mão através de picotas que ainda existem. Actualmente a água é elevada por meio de um motor eléctrico e distribuída pelos talhos e consoante as necessidades. Os esgoteiros, as eiras e as casas de madeira para armazenar o sal, constitui o conjunto de interesse turístico desde à décadas do que é denominado Marinhas de Sal de Rio Maior.

Existe no local uma mina de sal-gema, extensa e profunda, que é atravessada por uma corrente subterrânea que alimenta o poço, faz com que a água dele extraída seja salgada, sete vezes mais salgada que a do mar. Da sua exposição ao sol e ao vento e consequente evaporação da água obtêm-se o sal, depositado no fundo dos talhos e que depois é colocado em montes, em forma de pirâmides, para secar até ser recolhido.

O processo é rudimentar e semelhante ao usado nas salinas da beira-mar. Só há diferença no vale pitoresco que as rodeia, no poço, no estilo próprio dos marinheiros (como são conhecidos os homens que trabalham nas salinas), nas casas de madeira e no ar campestre que se respira.

Fonte: adaptado da Wikipédia e onde podes encontrar mais pormenores.